Vista de uma cidade europeia, com um casal a caminhar durante uma viagem
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Trabalhar com viagens sem ser agente de viagens: é possível?

Sim. Hoje existem formas de desenvolver uma actividade ligada ao sector das viagens sem seres agente de viagens, sem fazeres orçamentos e sem tratares de reservas para clientes.

A diferença está no modelo

Num modelo tradicional de agência, o trabalho passa normalmente por aconselhar clientes, pesquisar viagens, apresentar propostas, tratar de reservas e acompanhar todo o processo.

Mas existem outros modelos em que a pessoa utiliza uma plataforma de viagens, beneficia do serviço e pode recomendá-lo a outras pessoas.

É aqui que começa uma abordagem diferente ao sector das viagens.

Trabalhar com viagens não significa necessariamente vender viagens

Quando pensamos em trabalhar nesta área, é natural imaginar uma agência de viagens. Mas essa é apenas uma das possibilidades.

Num modelo baseado em recomendação, não és responsável por organizar as férias de outras pessoas.

Não tens de:

  • preparar orçamentos
  • pesquisar voos para clientes
  • fazer reservas em nome de terceiros
  • gerir alterações ou cancelamentos
  • acompanhar processos de viagem

A plataforma permite que cada utilizador pesquise e trate directamente das suas próprias reservas.

O teu papel está ligado à utilização, partilha e recomendação do serviço.

Qual é então a diferença?

A principal diferença está na forma como se cria valor.

Numa agência de viagens, o cliente procura-te para lhe organizares uma viagem.

Num modelo de recomendação, a pessoa utiliza directamente uma plataforma ou serviço e pode decidir recomendá-lo a outras pessoas.

Em vez de seres intermediário da viagem, estás ligado à divulgação de uma solução que também podes utilizar.

Recomendar um serviço não é o mesmo que ser agente de viagens.

Quem decide desenvolver a vertente de negócio está a construir uma actividade comercial real, que envolve aprendizagem, recomendação, comunicação e acompanhamento.

Não é uma actividade passiva nem um rendimento garantido. Como em qualquer projecto comercial, os resultados dependem do trabalho, da consistência e do tempo investido.

É uma diferença importante. Especialmente para quem gosta do sector das viagens, mas não quer transformar-se em agente de viagens.

Para quem pode fazer sentido?

Este tipo de modelo pode fazer sentido para alguém que:

  • gosta de viajar
  • procura desenvolver uma actividade paralela
  • prefere trabalhar através de recomendação
  • não quer gerir clientes de viagens
  • valoriza flexibilidade de horário
  • quer aprender a desenvolver um negócio online
  • está confortável em comunicar e criar relações com pessoas
  • procura algo que possa desenvolver gradualmente

Mas não significa que seja adequado para toda a gente.

É necessário perceber como funciona o modelo, quais são as responsabilidades envolvidas e se a forma de trabalhar combina contigo.

É preciso experiência em turismo?

Não necessariamente.

Num modelo em que não és responsável por organizar viagens para clientes, não desempenhas as funções tradicionais de um agente de viagens. Por isso, a experiência profissional em turismo não é necessariamente o ponto de partida.

Outras competências podem tornar-se mais importantes: comunicação, consistência, capacidade de aprender, utilização das ferramentas disponíveis e construção de relações.

É preciso saber vender?

Depende muito daquilo que entendemos por vender.

Recomendar um serviço que conheces e utilizas é diferente de vender pacotes de férias ou procurar clientes para uma agência.

Ainda assim, qualquer actividade comercial implica aprender a comunicar valor, perceber necessidades e explicar uma solução.

Não faz sentido prometer que nunca será necessário falar com pessoas ou recomendar nada. A diferença está no tipo de conversa e na estrutura do modelo.

Dá para fazer em paralelo com outra actividade?

Em muitos casos, este tipo de projecto é desenvolvido inicialmente em paralelo com um emprego, profissão ou outro negócio.

Mas isso não significa que não exija tempo. Construir qualquer actividade requer aprendizagem, acompanhamento e consistência.

A vantagem de um modelo digital é permitir maior flexibilidade na organização desse trabalho. O mais importante é perceber se consegues integrá-lo realisticamente na tua vida.

O que deves avaliar antes de começar

Antes de entrares num projecto ligado a viagens ou recomendação, procura perceber:

O produto ou serviço

Usarias o serviço mesmo que não existisse uma componente de negócio?

O modelo

Percebes claramente de onde vem a receita e como funciona a actividade?

O acompanhamento

Existe formação e alguém que te ensine o processo?

As expectativas

Estão a apresentar-te um negócio real ou promessas de resultados rápidos?

O encaixe contigo

Gostas da área, da forma de trabalhar e do tipo de actividade que terias de desenvolver?

Estas perguntas são mais importantes do que simplesmente perguntar quanto podes ganhar.

Então é possível trabalhar com viagens sem ser agente?

Sim.

Existem modelos que permitem desenvolver uma actividade ligada ao sector das viagens sem desempenhar as funções tradicionais de uma agência.

Mas o facto de ser diferente não significa automaticamente que seja adequado para ti.

Primeiro tens de perceber o modelo. Depois perceber se encaixa na tua forma de trabalhar, nos teus objectivos e na fase da vida em que estás.

Se quiseres ver como está organizado o modelo de que falamos aqui, podes conhecer o projecto em detalhe.

Próximo passo

Queres perceber se este tipo de modelo faz sentido para ti?

Criámos um diagnóstico rápido precisamente para isso. São algumas perguntas que nos permitem mostrar-te qual poderá ser o teu nível de encaixe com este tipo de projecto.

Não tens de decidir nada. Primeiro percebes. Depois decides.

Perguntas frequentes

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