Antes de aderires, é importante perceber exactamente o que está incluído, como funciona o acesso, quais são os benefícios e se o modelo faz sentido para a forma como viajas.
O que é um clube de viagens?
Um clube de viagens é normalmente uma plataforma ou comunidade privada que dá aos membros acesso a condições específicas relacionadas com viagens.
Dependendo do clube, essas condições podem incluir:
- hotéis
- resorts
- cruzeiros
- aluguer de automóveis
- actividades
- experiências
- outros serviços relacionados com viagens
O funcionamento exacto depende sempre da plataforma e do tipo de adesão.
Qual é a diferença entre um clube de viagens e uma agência?
Numa agência de viagens, normalmente existe um profissional que pesquisa, aconselha, prepara propostas e trata das reservas em nome do cliente.
Num clube de viagens, a lógica é diferente.
O membro entra directamente na plataforma, pesquisa as opções disponíveis e trata das suas próprias reservas.
Isto permite maior autonomia na pesquisa, comparação e escolha.
Não estás necessariamente a pedir a alguém que construa a viagem por ti.
Que benefícios pode ter um clube de viagens?
Os benefícios variam consoante o clube e o nível de adesão.
Podem incluir:
- condições privadas para membros
- descontos em determinadas reservas
- créditos para utilizar em viagens futuras
- pontos de fidelização
- experiências exclusivas
- benefícios adicionais associados ao nível de adesão
- possibilidade de partilhar acessos de convidado
O valor real do clube depende da utilização que cada pessoa faz da plataforma.
Existe garantia de melhor preço?
Depende do clube e do tipo de adesão.
Alguns clubes trabalham apenas com condições privadas para membros. Outros acrescentam mecanismos específicos de protecção de preço.
No modelo que estamos a analisar, determinados níveis de membro incluem uma garantia de melhor preço a 150%, sujeita às condições aplicáveis.
Isto não significa que todas as reservas sejam sempre 150% mais baratas.
Significa que existe uma política de garantia de preço associada à adesão, com regras próprias que devem ser conhecidas antes de reservar.
Por isso, a comparação correcta deve considerar não apenas uma reserva isolada, mas o conjunto de benefícios e a utilização real que cada pessoa faz da plataforma.
É preciso pagar para pertencer a um clube de viagens?
Muitos clubes funcionam através de adesão, mensalidade ou outro modelo de participação.
O valor e as condições variam de clube para clube.
Por isso, a pergunta não deve ser apenas:
“Quanto custa?”
Mas também:
“O que recebo em troca desse custo?”
Um clube só faz sentido quando os benefícios, a utilização e a experiência justificam a adesão para aquela pessoa.
Para quem pode fazer sentido?
Um clube de viagens pode fazer mais sentido para pessoas que:
- viajam com alguma regularidade
- gostam de pesquisar e comparar opções
- valorizam autonomia
- procuram benefícios associados a viagens
- gostam de planear férias e escapadinhas
- valorizam experiências e condições exclusivas
- querem fazer parte de uma comunidade ligada a viagens
Pode fazer menos sentido para quem viaja muito pouco ou prefere entregar todo o planeamento a uma agência.
É possível utilizar apenas o serviço para viajar?
Depende do modelo.
Em muitos clubes, sim.
A pessoa pode aderir apenas como membro e utilizar a plataforma para as suas próprias viagens.
Não é obrigatório desenvolver uma actividade comercial só por utilizar o serviço.
E se quiseres também desenvolver uma actividade com o serviço?
Utilizar a plataforma como membro e desenvolver a vertente de negócio são duas decisões diferentes.
Existem modelos em que a pessoa pode, além de utilizar o serviço, desenvolver uma actividade de recomendação associada à plataforma.
Nesse caso, já não estamos apenas a falar de viajar.
Estamos a falar de aprender a recomendar o serviço, adquirir clientes e desenvolver uma actividade comercial.
Não és agente de viagens e não precisas de tratar das reservas de outras pessoas.
Mas também não é correcto apresentar esta vertente como algo passivo ou automático.
Existe trabalho de recomendação, acompanhamento, aprendizagem, comunicação e desenvolvimento de negócio.
Se quiseres explorar esta vertente com mais detalhe, podes saber mais sobre trabalhar com viagens sem ser agente de viagens.
É preciso vender viagens?
Não.
Num modelo de recomendação, não estás a criar itinerários, fazer orçamentos ou reservar viagens para clientes.
Ainda assim, existe uma componente comercial.
Se decides desenvolver a vertente de negócio, tens de aprender a explicar o serviço, apresentar o modelo e comunicar com outras pessoas.
Convém distinguir duas coisas:
vender viagens
e
recomendar um serviço relacionado com viagens.
Não são a mesma coisa.
Como saber se um clube de viagens é adequado para ti?
Antes de aderires, avalia pelo menos estes pontos.
Utilização
Viajas com frequência suficiente para aproveitar o serviço?
Plataforma
Consegues pesquisar e reservar de forma simples?
Benefícios
Os benefícios apresentados são claros e compreensíveis?
Custos
Percebes exactamente o que pagas e porquê?
Flexibilidade
Existem condições ou limitações de utilização que precisas de conhecer?
Modelo
Se existir uma componente de negócio, percebes claramente como funciona?
Expectativas
Estão a explicar-te um serviço e uma actividade real ou apenas a vender expectativas?
O que deves evitar?
Desconfia de qualquer proposta que:
- esconda custos
- não explique claramente as condições
- apresente poupanças sem contexto
- prometa resultados financeiros
- apresente a actividade como totalmente automática
- concentre toda a apresentação apenas em possíveis ganhos
Um bom modelo deve conseguir explicar-se de forma simples.
Primeiro o serviço.
Depois, se existir, a actividade associada.
Então vale a pena entrar num clube de viagens?
Depende da forma como viajas, da frequência com que utilizarias a plataforma, dos benefícios disponíveis e do valor que consegues retirar da adesão.
Não existe uma resposta igual para toda a gente.
O mais importante é perceber primeiro como funciona.
Depois avaliar se encaixa contigo.
