Algumas exigem que cries propostas, procures opções e trates de reservas para clientes.
Outras baseiam-se na recomendação de uma plataforma ou serviço que cada utilizador utiliza directamente.
À primeira vista podem parecer semelhantes.
Na prática, o tipo de trabalho pode ser bastante diferente.
Que tipos de negócio existem ligados a viagens?
O sector das viagens permite vários modelos.
Por exemplo:
- agência de viagens
- consultoria de viagens
- criação de roteiros
- produção de conteúdo
- programas de afiliados
- recomendação de serviços
- plataformas por membership
- desenvolvimento de comunidades ligadas a viagens
Todos podem ter vantagens.
A questão é perceber o que tens realmente de fazer em cada modelo.
Trabalhar com viagens significa ter clientes para gerir?
Não necessariamente.
Num modelo tradicional de consultoria ou agência, podes ser responsável por várias fases da viagem do cliente.
Por exemplo:
- perceber o destino pretendido
- procurar hotéis e voos
- preparar propostas
- criar orçamentos
- confirmar reservas
- resolver alterações
- acompanhar dúvidas
Esse é um modelo perfeitamente válido.
Mas exige uma componente operacional importante.
Existem outras formas de estar neste sector.
E se cada pessoa tratar das próprias reservas?
Num modelo baseado numa plataforma de utilização directa, o funcionamento é diferente.
A pessoa recebe acesso ao serviço.
Entra na plataforma.
Pesquisa as opções disponíveis.
Compara.
E trata directamente das próprias reservas.
Nesse caso, quem recomenda a plataforma não precisa de construir a viagem do cliente.
A actividade está mais ligada à aquisição, recomendação, acompanhamento e desenvolvimento do negócio.
Esta diferença é especialmente relevante para quem gosta de viagens, mas não quer passar grande parte do tempo a fazer trabalho operacional.
O que é uma membership ligada a viagens?
Uma membership dá acesso a uma plataforma ou conjunto de benefícios através de uma adesão.
Dependendo do serviço, o membro pode ter acesso a:
- hotéis
- resorts
- cruzeiros
- experiências
- aluguer de automóveis
- actividades
- condições privadas
- créditos
- benefícios adicionais
O membro utiliza o serviço directamente.
Se existir uma vertente de negócio, essa é uma decisão adicional.
Utilizar o serviço e desenvolver o negócio não são necessariamente a mesma coisa.
Se quiseres aprofundar, consulta também o guia sobre como funciona um clube de viagens.
Como se desenvolve a vertente de negócio?
Num modelo de recomendação, a actividade pode passar por apresentar o serviço a outras pessoas.
Isso pode envolver:
- gerar contactos
- explicar o conceito
- mostrar como funciona
- acompanhar dúvidas
- adquirir clientes
- criar referências
- desenvolver comunidade
- eventualmente construir uma equipa comercial
Não significa apenas publicar um link.
Existe aprendizagem e actividade comercial real.
É preciso ser agente de viagens?
Não num modelo em que não assumes as funções de uma agência ou consultor.
Se cada utilizador pesquisa e trata das próprias reservas, não estás a organizar viagens para terceiros.
Isto significa que não tens necessariamente de:
- preparar orçamentos
- construir itinerários
- comparar opções por conta de clientes
- efectuar reservas para outras pessoas
- acompanhar cada viagem
O foco passa para outra área:
recomendação e desenvolvimento do negócio.
Podes aprofundar este ponto no guia sobre trabalhar com viagens sem ser agente de viagens.
Onde está então o valor da recomendação?
O valor não está em organizares a viagem.
Está em apresentares uma solução que pode ser relevante para outra pessoa.
Se alguém percebe valor na plataforma, pode decidir utilizá-la.
A actividade comercial está ligada a essa aquisição e ao desenvolvimento do projecto.
Tal como em qualquer outro negócio, tens de perceber claramente como funciona a compensação e que actividade tens de desenvolver.
Tenho de ser especialista em viagens?
Não necessariamente.
Conhecer e utilizar o serviço é importante.
Mas não precisas de saber construir viagens profissionais se essa não for a actividade do modelo.
Outras competências passam a ser relevantes:
- comunicação
- recomendação
- acompanhamento
- utilização de ferramentas digitais
- geração de contactos
- construção de relações
- consistência
Preciso de ter muitos seguidores?
Não.
Uma presença digital pode ajudar, mas seguidores não são o modelo de negócio.
É possível chegar a pessoas através de:
- pesquisa online
- conteúdos
- referências
- comunidades
- eventos
- parcerias
- contactos
- apresentações
- sistemas de captação
O importante é conseguir gerar conversas com pessoas que tenham interesse real.
Tenho de deixar o emprego?
Não.
Um negócio online ligado a viagens pode ser desenvolvido inicialmente como actividade paralela.
Isso permite aprender o modelo e perceber se existe encaixe antes de tomar decisões maiores.
Não existe nenhuma necessidade de abandonar uma fonte de rendimento para experimentar uma nova actividade.
Se quiseres perceber como encaixar isto na tua vida sem deixares o emprego, consulta também o guia sobre segunda fonte de rendimento sem deixar o emprego.
Quanto tempo exige?
Depende dos objectivos e do modelo.
Existe uma diferença importante entre:
tempo comercial
e
tempo operacional.
Se tens de pesquisar, orçamentar e tratar cada reserva individualmente, o volume de trabalho tende a acompanhar o número de clientes.
Quando o próprio utilizador utiliza a plataforma directamente, parte dessa operação deixa de depender de ti.
Isso não significa que o negócio seja automático.
Significa apenas que o teu tempo pode estar concentrado em actividades diferentes.
Que modelo é melhor?
Não existe um modelo universalmente melhor.
Há pessoas que gostam de organizar viagens para clientes.
Outras gostam de criar roteiros.
Outras preferem produzir conteúdo.
E outras identificam-se mais com recomendação e desenvolvimento comercial.
A pergunta mais útil é:
Que tipo de trabalho quero realmente fazer dentro do sector das viagens?
Para uma visão mais ampla sobre estes modelos, consulta também o guia sobre negócio de recomendação: como funciona.
O que deves analisar antes de entrar?
Procura perceber:
O serviço
Existe valor real para quem o utiliza?
A utilização
Tu próprio utilizarias o serviço?
O modelo comercial
Percebes como a empresa ganha e como tu podes ser compensado?
O trabalho diário
Vais gerir reservas ou desenvolver aquisição e recomendação?
Os custos
São claros antes da decisão?
O acompanhamento
Existe formação e estrutura para aprender?
As expectativas
Estão a explicar um negócio real ou a prometer resultados?
Gostas de viagens, mas não queres transformar-te num agente?
Então vale a pena perceber que existem modelos em que podes estar ligado a este sector sem fazeres reservas para terceiros.
Não significa que não exista trabalho.
Significa que o trabalho é diferente.
Em vez de organizares as férias de outras pessoas, desenvolves um negócio em torno da recomendação de um serviço que cada membro utiliza directamente.
Para algumas pessoas, esta diferença muda completamente o interesse pelo modelo.
